Após 7 dias no IML, corretora assassinada por síndico em Goiás é velada em Uberlândia

Entenda briga que pode ter sido motivo do assassinato da corretora em Goiás Após ser liberado pelo Instituto Médico Legal de Goiânia (IML) na noite de terç...

Após 7 dias no IML, corretora assassinada por síndico em Goiás é velada em Uberlândia
Após 7 dias no IML, corretora assassinada por síndico em Goiás é velada em Uberlândia (Foto: Reprodução)

Entenda briga que pode ter sido motivo do assassinato da corretora em Goiás Após ser liberado pelo Instituto Médico Legal de Goiânia (IML) na noite de terça-feira (3), o corpo da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, assassinada pelo síndico do prédio onde morava, em Caldas Novas, no Sul de Goiás, chegou em Uberlândia nesta quarta-feira (4) onde será sepultado no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis. De acordo com a mãe da vítima, Nilse Alves, o velório aberto ao público está previsto para começar a partir de 13h e o sepultamento será às 17h. O irmão de Daiane, Arnaldo Alves Souza, esteve em Goiânia na terça-feira para realizar a liberação do corpo e dar início aos trâmites legais. Ao g1, ele comentou que o sofrimento da família é irreparável neste momento e reforçou o pedido por justiça diante da violência sofrida pela irmã. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp "Nós queremos que a justiça seja feita. Minha irmã pagou um preço muito alto para revelar quem esse homem realmente é. Ela já sabia que ele era um criminoso. Com o sacrifício dela, Deus mostrou ao Brasil inteiro quem ele é. Ele próprio confessou. Agora, queremos justiça", ressaltou o irmão. Atestado aponta que Daiane foi morta com tiro na cabeça Ao longo de sete dias, o corpo de Daiane ficou em Goiânia, onde passou por procedimentos periciais para esclarecimento das circunstâncias da morte. Em razão do estado avançado de decomposição em que o corpo foi encontrado, a polícia usou o DNA extraído dos dentes para confirmar a identidade do corpo. Pelo mesmo motivo, o caixão será fechado durante o velório em Uberlândia nesta tarde. Arnaldo enviou ao g1 o atestado de óbito emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) na terça-feira, na qual consta que a causa da morte foi homicídio provocado por arma de fogo. O disparo atingiu a cabeça de Daiane. "Por mais que seja muito triste, eu sinto que foi um alívio, porque até então não sabíamos o que havia acontecido com ela. Estou satisfeito com o trabalho das polícias e agora é seguir em frente”, disse Arnaldo. Daiane morava em Goiás havia cerca de dois anos, a trabalho. Ela era responsável por administrar os imóveis da família destinados à locação na cidade turística. A corretora estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez nas dependências do condomínio onde morava. O corpo foi encontrado em uma área de mata, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, após mais de um mês de desaparecimento. Segundo a Polícia Civil, o corpo já estava em avançado estado de decomposição. Ainda de acordo com a polícia, o síndico do prédio onde Daiane possuía apartamentos, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maikon Douglas de Oliveira, foram presos suspeitos do crime. Conforme apuração da TV Anhanguera, o síndico teria confessado o assassinato e indicado o local onde o corpo foi abandonado. A defesa de Cleber Rosa de Oliveira informou que os fatos ainda estão sendo apurados e que seu compromisso é contribuir com as autoridades (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Os advogados de Maicon Douglas Souza de Oliveira informaram que ele não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão e que está adotando todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade de Maicon Douglas o mais breve possível (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Síndico foi denunciado por 'stalking' antes de confissão No dia 19 de janeiro, Cléber foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição reiterada, conhecido como stalking, praticado contra a corretora. A ação já estava em andamento antes do desaparecimento de Daiane. Segundo o MP, de fevereiro a novembro de 2025, Cléber praticou uma série de ações, incluindo agressões físicas e verbais. De acordo com o promotor Christiano Menezes da Silva Caires, que assina a denúncia, Cleber ameaçou a integridade física e psicológica de Daiane por meio de vários atos, como, por exemplo, monitoramento constante e perturbação das suas atividades profissionais e pessoais, atingindo a sua liberdade e privacidade. No mesmo dia, a corretora também foi denunciada pelo MP, mas pelo crime de invasão de domicílio, após ter entrado sem autorização na sala administrativa do síndico. A defesa de Daiane refuta a alegação, dizendo que "a acusação apresentada pelo síndico é infundada e omite a realidade dos fatos". Prisão e confissão do assassinato O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos na madrugada de quarta-feira (28), em Caldas Novas Wildes Barbosa/ O Popular O síndico Cleber Rosa de Oliveira foi preso no dia 28 de janeiro, quando confessou ter matado Daiane após uma discussão no subsolo do prédio. O filho dele, Maicon Douglas, também foi preso suspeito de ajudar o pai a ocultar provas do crime comprando um celular novo. Após a confissão, Cleber levou a polícia até o local onde havia deixado o corpo da corretora, em uma região de mata em Ipameri, a 15 km de Caldas Novas. Apesar disso, ele não deu mais detalhes sobre como matou Daiane no primeiro depoimento. Na última sexta-feira (31), a polícia realizou uma perícia no local onde o síndico teria interceptado a corretora. Na ocasião, o celular dela foi encontrado próximo ao padrão de energia, em um vão, e está sendo analisado, segundo a polícia. Corpo de corretora foi encontrado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás Arte/g1 LEIA TAMBÉM: Mulher independente, determinada e companheira: veja quem era a corretora de imóveis assassinada em Caldas Novas Corpo de motorista de aplicativo é encontrado com sinais de violência em Uberlândia Motivação A motivação do crime ainda não foi esclarecida, mas a polícia suspeita que Cleber matou Daiane pelos desentendimentos que os dois tinham em relação à administração dos imóveis da família de Daiane. Segundo a polícia, antes da chegada da corretora, Cleber era responsável pelos apartamentos. Além disso, são 12 os processos na Justiça relacionados à Daiane e Cleber. De acordo com a denúncia, Cléber teria utilizado a posição de síndico para criar obstáculos à rotina de Daiane, passando a vigiá-la por meio do sistema de câmeras do condomínio e a submetê-la a constrangimentos. Quem era Daiane Em entrevista ao g1 Goiás, Georgiana dos Passos, amiga de Daiane há 6 anos, disse que a amiga era uma pessoa alegre, determinada e muito companheira. “Ela era uma pessoa muito companheira, amiga de todas as horas. Nos momentos mais difíceis, era ela que segurava a minha mão”, contou emocionada. Nilse também destacou que a filha sempre deu muito apoio aos amigos. “Independentemente de qualquer situação, qualquer lugar, qualquer tempo, isso é uma coisa que ela sempre buscou: estar junto com os amigos dela”, disse. A corretora era solteira e deixa uma filha de 17 anos. A amiga ainda contou que o xodó de Daiane era a filha e que ela queria ser mãe novamente. Desta vez, de um menino, que se chamaria Isaque. Corretora de imóveis Daiane Alves desaparecida em Caldas Novas no prédio em mora. Arquivo Pessoa/Fernanda Alves e Reprodução TV Anhanguera Nota da defesa de Maicon Douglas "Na qualidade de defensores constituídos de Maicon Douglas Souza de Oliveira, os advogados subscritos vêm a público esclarecer os fatos relativos à sua prisão temporária, ocorrida no âmbito das investigações que apuram o falecimento de Daiane Alves. Inicialmente, é imperativo destacar que Maicon Douglas não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão, cuja autoria já foi confessada exclusivamente por seu genitor, Cleber Rosa de Oliveira, em ato que não contou com o auxílio ou prévia ciência de Maicon. Na data de ontem (29/01/26), Maicon foi submetido à audiência de custódia e, posteriormente, prestou depoimento perante a autoridade policial. Durante o interrogatório, o investigado respondeu a todos os questionamentos de forma transparente e satisfatória, colaborando ativamente com a elucidação dos fatos e negando veementemente qualquer participação no trágico evento. A defesa técnica reitera sua confiança no Poder Judiciário e informa que já está adotando todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade de Maicon Douglas o mais breve possível, garantindo o respeito às garantias constitucionais e à verdade real." Nota da defesa de Cleber O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que os fatos ocorridos em Caldas Novas/GO ainda estão sendo apurados, e o compromisso do Sr. Cléber em contribuir com as autoridades públicas. Ressalte-se que o Sr. Cleber ainda não foi ouvido pelo delegado responsável e aguarda a realização da audiência de custódia. Além disso, a defesa salienta que não há qualquer envolvimento do filho Maicon Douglas de Oliveira na morte da Sra. Daiane Alves de Souza. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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